Notícias do Norte do Espírito Santo 12/07/2026 · Conteúdo atualizado pela redação
Economia

Dia de Campo reforça qualidade e prevenção na produção de laranja de mesa no Caparaó

Evento em Jerônimo Monteiro reuniu produtores, técnicos e pesquisadores para discutir mercado, origem, nutrição e sanidade dos pomares.

Dia de Campo aborda qualidade, origem e mercado da laranja de mesa no Caparaó
Dia de Campo aborda qualidade, origem e mercado da laranja de mesa no Caparaó · Crédito: Incaper ES

Cerca de 120 pessoas participaram, nessa quarta-feira (17), do Dia de Campo Laranja de Mesa do Caparaó: Qualidade, Origem e Mercado, realizado em Jerônimo Monteiro, no sítio do produtor Dair Nascimento. A atividade reuniu produtores rurais, técnicos, estudantes, pesquisadores e representantes de instituições ligadas à citricultura, com foco em temas que vão da qualidade dos frutos à abertura de novas oportunidades de mercado.

A iniciativa foi promovida pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae/ES). O objetivo central foi aproximar conhecimento técnico da rotina dos citricultores e estimular estratégias para fortalecer a laranja de mesa produzida na região do Caparaó, com atenção à organização da produção, à identidade territorial e à agregação de valor.

Tradição regional e busca por valor agregado

Jerônimo Monteiro, conhecido como "Terra da Laranja", figura entre os municípios de destaque na produção da fruta no Espírito Santo. A tradição local na atividade e as condições favoráveis ao cultivo dão peso ao debate sobre qualidade, origem e sustentabilidade, especialmente em um cenário no qual a diferenciação do produto pode ampliar a competitividade dos agricultores.

Durante o painel dedicado à origem e ao mercado, Marco Aurélio e Carla, da Fazenda Recreio do Panamá, em Jerônimo Monteiro, apresentaram experiências relacionadas à organização da produção e a caminhos para ampliar oportunidades na citricultura. O pesquisador José Ronaldo de Macedo, da Embrapa Solos, contribuiu com um relato sobre valorização da origem e da identidade territorial, a partir de uma experiência desenvolvida em Tanguá, no Rio de Janeiro.

Para os produtores da região, o debate tem impacto direto no planejamento das propriedades. Ao tratar a laranja de mesa não apenas como uma commodity, mas como um produto associado a território, qualidade e manejo, o setor pode buscar melhor posicionamento no mercado. Essa discussão também interessa ao consumidor, que tende a encontrar frutas com maior padronização, rastreabilidade e atenção à sanidade dos pomares.

Sanidade dos pomares foi tema central

Uma das principais abordagens técnicas do encontro foi o greening, também conhecido como HLB, apontado como a doença mais destrutiva da citricultura no mundo. O tema foi apresentado pelo pesquisador Vitor Zuim, do Ifes Campus Alegre. Apesar de não haver registro da doença no Espírito Santo, ela já foi confirmada em sete estados brasileiros e no Distrito Federal, o que coloca a prevenção como prioridade para a citricultura capixaba.

As orientações repassadas aos participantes reforçaram medidas práticas de defesa vegetal. Entre elas estão a compra de mudas certificadas e produzidas em viveiros regularizados, o acompanhamento frequente dos pomares e o controle do psilídeo Diaphorina citri, inseto responsável pela transmissão da doença. Vitor Zuim também apresentou um projeto desenvolvido em parceria com o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), voltado à identificação precoce da bactéria no inseto transmissor, o que pode permitir ações preventivas antes da disseminação nos pomares.

Além do greening, o Dia de Campo tratou de outros desafios de manejo. A engenheira agrônoma Gilciana Lima, responsável técnica da Vitagrícola, apresentou recomendações sobre nutrição dos citros de mesa. Já o pesquisador do Incaper Marlon Dutra abordou estratégias de manejo integrado do ácaro da leprose, uma das pragas importantes para a cultura.

A extensionista do Incaper Marianna Abdalla, organizadora do evento, avaliou que os temas escolhidos dialogam com problemas enfrentados diariamente pelos citricultores, como nutrição, manejo, sanidade e qualidade dos frutos. Para quem produz, o principal serviço deixado pelo encontro é a necessidade de manter pomares monitorados, usar mudas de origem segura e buscar assistência técnica para decisões que envolvam pragas, doenças e mercado.

Tema sensível: confira linguagem, direito de resposta e dados oficiais antes de repercutir.

Fonte: Incaper ES — https://incaper.es.gov.br:443/Not%C3%ADcia/dia-de-campo-debate-qualidade-origem-e-mercado-da-laranja-de-mesa-no-caparao

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Redação

Conteúdo revisado pela redação do Tribuna Norte, com foco em serviço público, contexto regional e leitura clara.

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