O dólar comercial encerrou o pregão em queda nesta segunda movimentação do mercado, cotado a R$ 5,089, recuo de 0,42%. A moeda norte-americana chegou a subir no início dos negócios, passando de R$ 5,11, mas perdeu força ao longo do dia diante de fatores externos e internos que favoreceram o real.
Segundo informações da Agência Brasil, com apoio de dados da Reuters, o câmbio refletiu a desvalorização do dólar frente a moedas de países emergentes. No Brasil, o patamar elevado dos juros continuou atraindo investidores para aplicações em reais, em uma operação conhecida como carry trade, quando recursos são tomados em mercados com juros menores e aplicados em países com taxas mais altas.
Outro ponto que ajudou a moeda brasileira foi a alta do petróleo no mercado internacional. A valorização da commodity tende a melhorar a perspectiva de entrada de dólares no país por meio das exportações. A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho, enquanto as exportações acumuladas no mês cresceram 6,7%, com impulso da indústria extrativa.
Mercado oscilou com Oriente Médio no radar
O dia começou com investidores reagindo à possibilidade de redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. A confirmação de que mediadores internacionais apresentaram propostas para tentar conter o conflito diminuiu, em parte, a busca por ativos considerados mais seguros, movimento que favoreceu moedas emergentes, como o real.
Ao longo da tarde, porém, o ambiente voltou a ficar mais cauteloso. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando uma resposta mais dura a eventuais novos ataques contra militares americanos, reacenderam preocupações no mercado. As incertezas também envolveram restrições ao tráfego marítimo na região do Estreito de Ormuz e ameaças dos houthis de bloquear rotas no Mar Vermelho.
O petróleo acompanhou esse cenário de tensão e fechou em alta, apesar das oscilações. O Brent, usado como referência pela Petrobras, subiu 1,27%, para US$ 89,22 o barril, depois de passar brevemente de US$ 91 durante a sessão. Já o WTI, negociado no Texas, avançou 0,85%, encerrando a US$ 82,48 por barril.
Bolsa recua e o que muda para o consumidor
Na bolsa brasileira, o Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,20%, aos 173.371,35 pontos, marcando a quarta queda consecutiva. O índice chegou a superar os 174 mil pontos pela manhã, sustentado pela expectativa de negociação entre Washington e Teerã, mas perdeu fôlego com o aumento da cautela no exterior. A alta das ações da Petrobras, beneficiadas pelo avanço do petróleo, não compensou as perdas de papéis de mineradoras.
Para o leitor no Espírito Santo e no restante do país, as oscilações do dólar e do petróleo são indicadores importantes, mesmo quando o efeito no bolso não aparece de forma imediata. A cotação da moeda influencia produtos importados, insumos usados por empresas e custos de produção. Já o petróleo é acompanhado por consumidores e setores produtivos porque pode afetar expectativas sobre combustíveis e transporte.
- Dólar à vista: queda de 0,42%, cotado a R$ 5,089.
- Acumulado de julho: desvalorização de 1,42% do dólar frente ao real.
- Em 2026: recuo acumulado de 7,28% da moeda norte-americana.
- Ibovespa: baixa de 0,20%, aos 173.371,35 pontos.
- Petróleo Brent: alta de 1,27%, a US$ 89,22 o barril.
- Petróleo WTI: avanço de 0,85%, a US$ 82,48 o barril.
Nos próximos pregões, o mercado deve continuar atento aos desdobramentos no Oriente Médio, à trajetória do petróleo e à diferença entre os juros brasileiros e americanos. Esses fatores seguem influenciando o comportamento do câmbio, da bolsa e das expectativas de investidores em relação à economia brasileira.
Tema sensível: confira linguagem, direito de resposta e dados oficiais antes de repercutir.
Fonte: Agência Brasil — https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/dolar-cai-para-r-508-e-bolsa-recua-pela-quarta-vez-consecutiva