Notícias do Norte do Espírito Santo 17/07/2026 · Conteúdo atualizado pela redação
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França busca 3º lugar contra a Inglaterra para fechar Copa com marca histórica

Seleção francesa enfrenta ingleses neste sábado, em Miami, tentando transformar frustração em legado no Mundial de 2026.

Encantou mas não levou: França de 2026 reivindica lugar na memória
Encantou mas não levou: França de 2026 reivindica lugar na memória · Crédito: Agência Brasil - Esportes

A disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026 ganhou peso simbólico para a França. Eliminada pela Espanha na semifinal, a seleção francesa entra em campo contra a Inglaterra neste sábado (18), às 18h no horário de Brasília, em Miami, nos Estados Unidos, tentando transformar a frustração de não disputar a taça em uma despedida à altura do futebol apresentado ao longo do torneio.

Antes da queda na semifinal, a França era tratada como uma das principais candidatas ao título pelo desempenho acumulado antes e durante a competição. A equipe comandada por Didier Deschamps chegou à reta final com números de destaque e um ataque que se colocou entre os mais produtivos da Copa. Uma vitória sobre os ingleses não apaga a eliminação, mas pode consolidar a campanha como uma das mais marcantes entre seleções que encantaram, embora não tenham sido campeãs.

Jogo vale mais que a medalha

Para o leitor brasileiro, inclusive no Norte do Espírito Santo, o serviço imediato é o horário da partida: França e Inglaterra jogam às 18h, pelo horário de Brasília. Em campo, estará em disputa não apenas a terceira colocação, mas também a última oportunidade para a equipe francesa reforçar estatísticas que ajudam a explicar por que o time chegou tão valorizado à fase decisiva do Mundial.

A França soma 16 gols em sete jogos, ficando atrás apenas da Argentina, que chegou a 19. O detalhe é que os argentinos disputaram duas prorrogações, ou seja, tiveram 60 minutos a mais em campo. Pelos dados da Fifa, os franceses também aparecem entre os times que mais agrediram os adversários: dividiram com a Espanha a liderança em finalizações, com 120 tentativas, e foram os que mais acertaram o alvo, com 50 conclusões na direção do gol.

Até a semifinal, a campanha francesa tinha outro dado expressivo: a seleção havia vencido todas as seis partidas anteriores sem depender de prorrogação. O tropeço contra a Espanha interrompeu a trajetória perfeita e mudou o destino da equipe, que agora precisa buscar uma espécie de prêmio de consolação. Ainda assim, o desempenho ofensivo mantém o time em evidência no debate sobre as grandes seleções que deixaram lembrança em Copas do Mundo mesmo sem levantar o troféu.

Mbappé mira artilharia e marca pessoal

O principal nome francês segue sendo Kylian Mbappé. O camisa 10 divide a artilharia desta edição com Lionel Messi, ambos com oito gols, e ainda tem a chance de ultrapassar essa marca na disputa pelo terceiro lugar. Caso balance a rede, Mbappé poderá se tornar o primeiro jogador desde o alemão Gerd Müller, em 1970, a marcar mais de oito vezes em uma única Copa.

A disputa individual também se estende ao ranking histórico dos Mundiais. Messi aparece com 21 gols em Copas, enquanto Mbappé tem 20. A partida contra a Inglaterra, portanto, pode influenciar não apenas a artilharia do torneio, mas também a corrida entre dois dos principais nomes do futebol mundial na contagem geral da competição.

O poder ofensivo francês não se resume a Mbappé. Ousmane Dembélé chegou ao torneio em alta, depois de ter sido eleito o melhor jogador do mundo em 2025, com a Bola de Ouro e o prêmio The Best da Fifa. Na Copa, marcou cinco vezes, incluindo três gols em uma única partida contra a Noruega. Michael Olise, por sua vez, assumiu papel de articulador: não fez gols, mas distribuiu cinco assistências, número superado apenas por Pelé em 1970, segundo o material de referência.

A geração francesa vive um contraste. Depois de duas Copas seguidas chegando à final, com um título e um vice-campeonato, o melhor resultado possível em 2026 será o terceiro lugar. Por isso, o duelo com a Inglaterra carrega uma pergunta que vai além do placar: a França conseguirá encerrar o Mundial com força suficiente para ser lembrada como uma equipe que fascinou, mesmo sem conquistar a Copa?

Fonte: Agência Brasil - Esportes — https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2026-07/encantou-mas-nao-levou-franca-de-2026-reivindica-lugar-na-memoria

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