Notícias do Norte do Espírito Santo 14/07/2026 · Conteúdo atualizado pela redação
Política

Governo avalia nova MP se EUA confirmarem tarifaço contra produtos brasileiros

Fazenda diz que eventual apoio a empresas dependerá do impacto real das tarifas sobre os setores exportadores.

Nova MP poderá ser editada, se EUA confirmarem tarifaço
Nova MP poderá ser editada, se EUA confirmarem tarifaço · Crédito: Agência Brasil

O governo federal poderá editar uma nova Medida Provisória para socorrer empresas brasileiras caso os Estados Unidos confirmem a aplicação de novas tarifas sobre produtos nacionais. A possibilidade foi apresentada nesta terça-feira (14) por Dario Durigan, do Ministério da Fazenda, após reunião na Casa Civil. Segundo ele, qualquer decisão será tomada apenas depois de o governo medir os efeitos concretos da eventual taxação sobre os setores exportadores.

A avaliação da equipe econômica é que uma resposta precisa considerar quais segmentos seriam mais atingidos e qual seria a dimensão do prejuízo para as empresas. Durigan indicou que o desenho de uma eventual MP poderia seguir lógica semelhante à do programa Brasil Soberano, criado para reduzir impactos sobre companhias afetadas por barreiras comerciais. Ainda assim, o governo afirma que não pretende antecipar medidas antes da definição norte-americana.

Tarifas podem chegar a 37,5%

Os Estados Unidos analisam a adoção de uma tarifa adicional de até 25% sobre produtos brasileiros. A medida decorre de investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, conhecido pela sigla USTR, que apura supostas práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos. Além dessa frente, autoridades dos EUA discutem outra tarifa, de 12,5%, relacionada a denúncias envolvendo condições de trabalho no Brasil.

Se as duas cobranças forem aplicadas ao mesmo tempo, alguns produtos brasileiros poderão enfrentar sobretaxas de até 37,5%. O governo brasileiro ainda não recebeu informação antecipada sobre o resultado da investigação e acompanha a consulta pública aberta pelo governo norte-americano antes da decisão final. O prazo citado para o tarifaço vence nesta quarta-feira, enquanto as negociações continuam em andamento.

Durigan afirmou que as conversas com o lado norte-americano são conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e pelo Ministério das Relações Exteriores. A estratégia brasileira, neste momento, é tentar ampliar a lista de produtos que possam ficar fora das tarifas e manter canais de diálogo abertos para evitar impacto maior sobre as exportações.

O que muda para empresas e consumidores

Para o leitor do Norte do Espírito Santo, o tema merece atenção porque tarifas comerciais podem afetar empresas que exportam, fornecedores que integram cadeias produtivas e negócios que dependem do comércio exterior. Caso o custo de venda para o mercado norte-americano aumente, companhias brasileiras podem enfrentar perda de competitividade, revisão de contratos, necessidade de buscar outros mercados ou pressão sobre margens de lucro.

Na prática, a orientação para empresários é acompanhar os comunicados oficiais do governo federal e das entidades setoriais antes de tomar decisões. Como a eventual MP ainda não foi editada, não há, por enquanto, regras de adesão, prazos de solicitação, valores ou critérios definidos. O governo informou que primeiro pretende identificar os setores afetados e conversar com representantes do setor produtivo para decidir quais instrumentos poderão ser propostos.

Além da possível Medida Provisória, o Executivo também avalia retomar procedimentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica. Essa legislação permite ao Brasil responder a barreiras comerciais impostas por outros países. Segundo Durigan, esse processo havia sido suspenso em um momento de menor tensão comercial, mas pode voltar à pauta após consulta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Até a decisão dos Estados Unidos, o governo brasileiro afirma que seguirá monitorando o caso e evitando medidas precipitadas. A posição da Fazenda é de cautela: se a taxação for confirmada, a resposta deverá combinar avaliação técnica, diálogo com os setores prejudicados e eventual adoção de instrumentos de proteção às empresas brasileiras.

Tema sensível: confira linguagem, direito de resposta e dados oficiais antes de repercutir.

Fonte: Agência Brasil — https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/nova-mp-podera-ser-editada-se-eua-confirmarem-tarifaco

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Redação

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